AC1A2000-2

Perda Auditiva na Infância

June 6, 2017

 

Muitas vezes a perda auditiva na infância pode passar despercebida. Os sinais mais frequentes dessa alteração são geralmente percebidos pelos professores: desatenção na sala de aula, distúrbios de linguagem, atraso no desenvolvimento da fala, são alguns dos sintomas. Geralmente os pais notam que a criança fala alto ou ouve TV mais alto que outras pessoas da casa.  Histórico de otites de repetição também é importante para investigar a perda auditiva. 

 

Nos Bebês: A triagem auditiva neonatal (Otoemissões) é um exame que rastreia perdas auditivas genéticas ou congênitas e que deve ser realizado em todos os bebês ainda na maternidade, antes da alta hospitalar.  Naqueles bebês com algum fator de risco para perda auditiva (histórico familiar de surdez, prematuridade com baixo peso, internação em UTI neonatal, icterícia, uso de medicação ototóxica, etc) - devem realizar exames mais acurados para diagnóstico precoce da perda auditiva. O exame mais específico para diagnóstico  das perdas auditivas é o PEATE ou BERA (potencial evocado auditivo de tronco encefálico). O exame é realizado em sono natural, no consultório - ou sob anestesia em ambiente hospitalar. Dura cerca de 1 hora de duração. Uma vez confirmada a perda auditiva - esse bebê deve iniciar o quanto antes a reabilitação auditiva para garantir adequado desenvolvimento da audição e linguagem. 

 

Nas crianças com diagnóstico de Autismo ou suspeita de TDAH: Nos pacientes com suspeita de doença neurológica dessa natureza - é muito importante excluir perda auditiva. O Transtorno do Espectro Autista geralmente cursa com atraso na fala importante ou  afasia - nesse caso é importante saber se o paciente escuta normalmente - para poder investir com segurança em fonoterapia. Já nos pacientes com TDAH - atestar audição normal é de extrema importância - pois uma perda auditiva leve a moderada pode ter sintomas semelhantes à desatenção apresentada nesses pacientes.. Nos pacientes maiores, muito agitados ou com dificuldade para realizar exame em sono natural - eventualmente necessita-se realizar o exame sob sedação. Mas são casos selecionados, pois sempre tentamos realizar o exame no consultório em sono natural - antes de indicar o procedimento sob anestesia.

 

 

Causas de Perda Auditiva na Infância:

- Causas Genéticas

- Causas Congênitas Infecciosas (Citomegalovírus, Rubéola, Sífilis, Toxoplasmose, Herpes, etc)

- Otite Secretora Crônica e Otites de Repetição

- Ototoxicidade (medicamentos tóxicos usados geralmente em UTI neonatal)

- Trauma Crânio-Encefálico

 

 

O quadro de perda auditiva deve ser tratado o quanto antes pois ocasiona atraso no desenvolvimento da criança em vários aspectos.  

Nas crianças com histórico de perda auditiva decorrente de otites frequentes ou otite secretora (acúmulo de catarro nos ouvidos) - pode estar indicado procedimento cirúrgico para drenagem da secreção da orelha média e inserção de tubo de ventilação (uma espécie de microdreno).

Já nas crianças com perdas auditivas genéticas ou congênitas - dependendo do grau da perda - podem necessitar de aparelho auditivo ou implante coclear o mais precoce possível. Isso garante um desenvolvimento normal da capacidade auditiva e da linguagem. 

 

A avaliação multidisciplinar do Otorrinolaringologista com a Fonoaudióloga que realiza a avaliação auditiva é importante para diagnóstico e tratamento precoce das perdas auditivas na Infância.

 

 

 

 

 

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