Rinite

July 26, 2017

 

Rinite é definida pela presença de um ou mais dos seguintes sintomas:

- congestão nasal

- crise de espirros

- coceira no nariz/olhos

- coriza 

 

 

Rinite é altamente prevalente – atingindo cerca de 27% da população brasileira. Ela pode ser dividida em Rinite alérgica e Rinite não alérgica.

 

Rinite Alérgica

Os indivíduos com Rinite Alérgica geralmente tem histórico familiar (mãe ou pai alérgicos), podem ter também bronquite ou asma, e apresentam geralmente congestão nasal, espirros, coriza abundante, prurido nasal. Muitas vezes apresentam sintomas de alergia ocular– como coceira nos olhos, olhos avermelhados e lacrimejamento. Dor de cabeça pode ser um sintoma frequente.

O exame físico e a história clínica geralmente é suficiente para realizar o diagnóstico. Videoendoscopia nasal ajuda a excluir outras possibilidades como Sinusite, Pólipos Nasais ou Hipertrofia de Adenóides. Muitas vezes é necessário Teste Cutâneo para alérgenos ou RAST (exame de sangue para identificar a causa da alergia) para identificar alérgenos específicos e orientar medidas comportamentais ou para indicar imunoterapia (terapia com vacinas específicas para alergia). 

Após o diagnóstico – além do tratamento específico – o mais importante é conscientizar o paciente e a família que a Rinite Alérgica – é uma alergia respiratória assim como a Asma. Geralmente é crônica – com períodos de melhora e piora, devendo o paciente ser acompanhado periodicamente pelo seu otorrinolaringologista e orientado sobre limpeza do quarto e redução da exposição aos alérgenos que desencadeiam as crises.

 

Rinite Não Alérgica

O diagnóstico das Rinites Não Alérgicas é baseado no quadro clínico e na ausência de sintomas alérgicos. Podemos listar abaixo:

Rinite Vasomotora: Rinite não alérgica determinada principalmente por obstrução nasal e coriza desencadeados após  alterações bruscas do clima. 

Rinite Infecciosa: sintomas de rinite causados por infecção viral ou bacteriana.

Rinite Gestacional: congestão nasal decorrente de mudanças hormonais devido à gestação com resolução após o parto.

Rinite Medicamentosa: Congestão nasal devido ao uso de medicações como anti-hipertensivos, drogas para disfunção erétil, medicações psiquiátrivas, vasoconstrictor tópico (gotas nasais amplamente vendidas em farmácias que abrem o nariz, mas viciam, além de causar risco de arritmias e infarto) ou ao uso de cocaína.

Rinite Atrófica: rinite secundária a atrofia da mucosa geralmente após cirurgias nasais ou sinusites.

Rinite Relacionada a Alimentos: coriza e congestão nasal relacionada a ingestão de alimentos picantes ou consumo de bebidas alcoolicas.

Rinite Eosinofílica Não Alérgica (RENA): quadro de rinite geralmente associado à polipose nasal. 

 

O diagnóstico correto, assim  como o tratamento específico e acompanhamento com o Otorrinolaringologista é crucial para restaurar a qualidade de vida e a melhorar a respiração nasal dos pacientes com rinite.

 

 

 

 

 

 

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